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2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe

A mulher em mim - Por Júlia Gonçalves


ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA ELIETE DE MELO GUIMARÃES

PROFESSORAS ORIENTADORAS: RITA FREIRE E CÉLIA MÔNICA

ESCRITORA: JÚLIA SANTOS GONÇALVES

JÚLIA É POETISA/CRONISTA E MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS ESTUDANTIL DE JAPOATÃ

A mulher em mim

Andando me equilibrando

Na corda bamba da vida

Vivendo de reencontros

Anunciando partidas

Pessoas, mares e cores

Vão tatuando nas dores

Cicatrizando feridas.

A vida é isso mesmo

Reencontros de vidas

Despedidas e recomeços

Abraço de um amigo ausente

Do amor que se faz presente

Não tem tamanho, não tem preço...

Eu sou a rosa do meu deserto

A vida que se renasce

Na saudade do que é eterno

Frente a frente, face a face

Sou a felicidade em mim

A brisa das minhas manhãs

Sou calmaria, sem fim...

E esse nosso reencontro?

Será que foi predestinado?

De repente você volta

Entra sem permissão

Tudo fica de cabeça para baixa

Fico sem direção...

Lembrando os tempo antigos

Que abraçávamos o infinito

Dando adeus a solidão...

Hoje em dia te vejo distante

Não sinto mais nada!

Só meu coração fervendo

Minhas mãos tremendo

Alma ferida, maltratada!

Isso é sentimento amargo

De mulher com medo de amar.

E , de se entregar...

(Júla Gonçalves)