A História de Izabelle

A lua logo apareceu naquela movimentada sexta-feira. Era lua cheia. Linda! Majestosa! Os cientistas estavam a admirá-la, quando ouviram o piar insistente da coruja, mas simplesmente, entraram na barraca para dormirem.


Assim que fecharam a barraca, algo ou alguém passou correndo ali perto. Ficaram imóveis e aguardaram os acontecimentos.


Vencendo o medo e abraçando a curiosidade, olharam furtivamente por uma frecha na barraca e viram Troll, ao longe, que olhava para o alto de uma árvore conversando com alguém. Neste exato momento, um pássaro desceu do galho e transformou-se em mulher diante de Troll, que pareceu familiarizado com o fato.


A mulher estava de costas para a barraca dos cientistas e pôs-se a conversar com o guardião gesticulando muito, parecia aflita. Enquanto isso, um escorpião picou Vítor Hugo que soltou um tremendo grito fazendo com que a mulher voltasse a ser pássaro e voar e o guardião, como de costume, sumisse.


Eles não saíram da barraca, procuraram o kit de primeiros socorros e cuidaram do amigo. Já de madrugada, escutaram vozes novamente e olharam, fazendo um silêncio profundo. Lá estava a mulher novamente a conversar com o guardião.


Os cientistas perceberam que a mulher era a coruja que vivia a piar na região durante as noites. Resolveram sair da barraca e foram até o local onde os dois conversavam. A bela mulher era uma jovem princesa que fora enfeitiçada por um bruxo de um reino longínquo, que se apaixonara por ela, mas a princesa o rejeitou.


A jovem chamava-se Izabelle e além do feitiço, tivera como castigo, proteger aquelas terras mágicas de qualquer ameaça, fosse humana ou mística e só poderia voltar a sua forma humana, durante alguns minutos por noite.


Izabelle contou que estava preocupada, na verdade, aterrorizada, porque vira o temido bruxo ali por perto e isso, era sinal de perigo. Foram dele aqueles passos que os cientistas ouviram logo no início da noite. Ela não poderia voltar à forma humana permanente até que encontrasse seu príncipe encantado. Após contar rapidamente sua história, voltou a ser um pássaro e voou para longe, muito longe. Como encontrar um príncipe, se ela era uma simples coruja, que habitava naquelas longínquas terras?


O guardião já sabendo da história da solitária Izabelle, pediu aos cientistas que voltassem à barraca que ele vigiaria o local. Como cientistas, estavam vivendo mais um momento estranho. Como viver entre magia e seres encantados? Como provariam estes fatos?

Agora, era esperar o nascer do dia para retornarem ao acampamento na base do morro.


Edna Mendes 12/11/19

Para Izabelle Loiola Silva

  • White Google+ Icon
  • Twitter Clean
  • facebook

2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe