Arthur e o Labirinto - Por Edna Mendes


Saímos dali, como num sopro. Tudo muito rápido. Naquele final de tarde, no acampamento, não encontramos o grupo dos homens. Resolvemos dar segmento às atividades de catalogação e nos acomodarmos para mais uma noite.


Aproximadamente, uma hora depois chegaram Pedrinho, Vítor Hugo e Arthur, que traziam alguns fósseis e vários tipos de solo para que no laboratório do Sítio acontecessem os estudos necessários.


Ao redor da fogueira, eles relataram a aventura vivida. Durante toda a subida do morro, pressentiram a presença de alguém que os acompanhava, mas não viam nada, nem ninguém. Ao chegarem ao cume do morro, ao lado da pedra, foram visitados por Troll, que já os esperava.


Troll contou a história de seu povo e falou que era o guardião daquele lugar. Ali, havia um tesouro deixado pelos antigos, os seus semelhantes. Seres que trabalhavam em minas, mas que a grande maioria, um dia, foi dizimada por um pequeno asteroide que caiu do céu. Troll estava falando da pedra em formato de dedo.


Seu gorro amarelo ouro era o símbolo do tesouro e o arco verde era mágico, deveria ser usado contra saqueadores ou ladrões e outros espíritos do mal.


O guardião disse-lhes ainda que só poderia entrar um de cada vez. Arthur foi o escolhido. Troll pegou o cientista pela mão, por achá-lo mais destemido que os outros e mostrou-lhe a entrada da caverna, onde segundo ele, estava o tesouro.


Arthur entrou e percebeu que ali era um enorme labirinto com passagens muito largas ou estreitas e à medida que ele caminhava, tochas íam acendendo automaticamente, sem a intervenção de ninguém.


Um corredor de pedras pretas surgiu a sua frente, mas parecia sem saída. Arthur, mesmo assim prosseguiu, pois queria muito desvendar o mistério do tesouro, mesmo sabendo que não poderia levar nada dali, a não ser o conhecimento.


Ao chegar ao final daquele curioso corredor, mais um portal se abriu e surgiram muitas, milhares de aranhas caranguejeiras. O medo bateu forte no cientista e rapidamente o portal se fechou; abrindo-se mais outro; a sua esquerda. Agora, estava Arthur numa sala com muitos velhinhos cheios de feridas grandes e purulentas.


O cientista, em náuseas, não acreditava no que via, sendo arremessado, inesperadamente, para fora do labirinto, vindo parar entre seus dois amigos.


Arthur, não soube explicar o que acontecera. Relatou sobre o labirinto e os portais, mas Troll não apareceu. Ouviu-se um assobio estridente longe, muito longe dali. Arrepiaram-se! Esperaram. Silêncio total.


Arthur e seus amigos, calados, arrumaram suas coisas e saíram dali, às pressas.

Os cientistas resolveram voltar ao acampamento para juntos da equipe descobrirem o que acontecera ali. Como explicar o que acontecera? Esta era a pergunta que martelava em suas cabeças.


As arqueólogas ouviram tudo em silêncio e nada comentaram sobre o fato. Agora, eles passariam para o restante do grupo a aventura vivida por elas, no zoológico.


Edna Mendes 11/2019

Para Arthur Vasconcelos Lima


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2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe