Ketlyn Milena, declamando sua linda poesia, intitulada Meu São João 2020


Meu São João 2020


"Meu amado São João,

Quanta alegria e energia,

E quanta poesia

Dispertas em meu coração.


Meu saudoso São João,

Que tristeza bate em meu peito,

Saber que este ano

Não verei teu festejo a encantar:

Meus olhos, alma e coração, numa bela noite de luar.


Não tem ninguém com pau-de-brasa na mão,

Soltando chuvinha, bomba e pião,

Nem mesmo vejo a festa que o povo faz

Para soltar aquele belo vulcão.


Aí meu São João,

Que saudade eu vou sentir,

De dançar um forró pé-de-serra,

De comer arroz-doce e mugunzá,

Do bolo de milho, e do bolinho de fubá.


Eita São João,

Como é que faz pra segurar?

Se essa vontade

De te fazer acontecer

Não para de me atormentar.


Mas eu sei, meu São João,

Que tudo isso vai passar,

E se eu me resguardar

Ano que vem a gente vai festejar."



E vai um recadinho para todos, não se esqueçam de lavar as mãozinhas e ficar em casa, e caso precise sair por necessidade maior, use sempre a máscara!


Olá, meu nome é Ketlyn Milena Santos Oliveira, tenho 15 anos, resido no Povoado Espinheiro município de Japoatã do estado de Sergipe. Meus pais são Rone Clê Soares Oliveira e Simone dos Santos Oliveira.

Desde os meus quatro anos de idade eu já tinha um conceito do que faria parte do meu crescimento na vida, nessa faixa etária eu já praticava o canto e a dança, o artesanato e meus trava-línguas nas tentativas de ler, porque cada música q eu cantava era completamente decorada de tanto q eu ouvia, e nisso crescia a minha vontade de aprender a ler…

Aprendi a ler bem aos cinco anos de idade, e em consideração a essa minha conquista eu começava a ler todos os livrinhos que pedia para minha mãe comprar, e que tinham no máximo dez folhas em que havia mais desenhos que palavras. Os meses foram passando, e eu fui percebendo o que realmente queria para mim.

Aos meus nove anos de idade comecei a pôr no papel tudo que eu acreditava ser produtivo de se escrever. Os dias se passavam cada vez mais, e eu começava a olhar as coisas de um jeito diferente, a poesia tomava conta de qualquer coisinha que eu pensava em falar, e assim eu deixei de lado a forma minha expressão padrão de escrever somente o que fazia sentido, e deixei a metáfora invadir meus pensamentos.

Hoje escrevo tudo que penso, e tento me tornar cada vez mais aberta tendo uma "maior" liberdade psicológica de me expressar. E de todo esse meu percurso, só agora aos quase dezesseis anos de vida, eu tive a graciosa oportunidade de conhecer a Alej, e de ser abraçada com tanto amor.

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2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe