Um Encontro no Mundo Encantado - Por Edna Mendes


A noite nos pareceu longa e sombria. Não havia aquele luar das outras noites e nenhuma estrela no céu para contemplarmos. Era muito mistério para desvendarmos.


Nós, as mulheres, resolvemos ficar ali mesmo no acampamento, já que Troll nos avisara de que não tínhamos chances na pedra do alto do morro.


Depois do último acontecimento, pensávamos que Arthur ficaria desestimulado. A princípio, sim, porém aquela aventura o instigou a persistir e a acompanhar o enigmático caso do tesouro de Troll.


Eu, Mariana Mendonça, Stefany e Rayane resolvemos investir na fenda, curiosas por novas aventuras. Desta vez, Stefany pediu para liderar a entrada naquele lugar.


Fomos à pedra e cumprimos o ritual. A fenda se abriu e lá fomos nós. Quem ou o que surgiu? Ora, ora, o espelho. Lá estava o espelho, do mesmo jeitinho... Como Stefany não vivera a outra aventura, correu em direção ao misterioso artefato.


Segurei-a pelo braço e pedi para que Rayane tocasse o espelho como da última vez, porém nada aconteceu. Seria minha vez? Toquei-o nas pedras verdes e nada sucedeu também. Olhamos para Stefany que resolveu tocar na face do espelho e eis que se abriu um portal no majestoso espelho e entramos as três juntas, de mãos dadas.


Demos de cara com uma luxuosa carruagem e o condutor todo elegante, mandou-nos entrar:

_ Entrem, lindas princesas!


Neste exato momento, é que viemos perceber que éramos três princesas, as princesas dos contos infantis. Eu, Mariana, era a Aurora, uma princesa ingênua, que adora histórias de amor e que acorda de seu sono profundo logo no amanhecer do dia. Stefany era Bela, a linda e encantadora princesa do conto “A Bela e a Fera” e Rayane era Branca de Neve, uma princesa bem branquinha que tinha bochechas e lábios vermelhos como sangue e cabelos negros.


Passados os primeiros instantes, subimos na carruagem e seguimos. Para onde estávamos sendo levadas? Iríamos encontrar algum príncipe ou os vilões de nossas histórias?

Seguimos por uma estradinha de pedras, ladeada por muitas árvores e arbustos diversos. Passamos também por uma cachoeira de águas cristalinas e uma ponte graciosa que ficava próxima a um belo castelo.


Logo na entrada do castelo, percebemos a grande quantidade de carruagens e cavalos majestosos. No grande salão, encontramos todas as personagens das histórias infantis, com exceção daquelas que estávamos representando. Foi então que descobrimos o porquê do espelho nos puxar para aquele Reino Encantado. Aurora, Bela e Branca de Neve estavam atuando na Disney e não poderiam participar daquele grande encontro. Era uma grande confraternização!


O Anão Espirro deu a Branca de Neve o seu velho lencinho, Bela conseguiu um fio do bigode da Fera e eu, a pena do chapéu do Príncipe Encantado, que se encontrava no recinto, trajando um terno branco com fios de ouro. Foi um momento inexplicável, estávamos com nossos heróis do tempo de criança.


Terminado o encontro, nos despedimos de todos, subimos na carruagem e depois de um tempo estávamos justamente no local onde havíamos iniciado aquela fantástica jornada. O portal se abriu e atravessamos o espelho. Voltamos a ser as três arqueólogas e em nossas bolsas, as relíquias trazidas do Mundo Encantado.


A fenda se abriu e lá estávamos voltando para o acampamento, cheias de alegrias.

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2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe