Vítor Hugo e os Desafios de Troll


Aquela noite foi mais uma vez de extrema magia. Passamos a relatar a aventura vivida no Mundo Encantado e os vestígios recolhidos. Enquanto isso, Vítor Hugo, o cientista-protagonista do grupo nos expôs a aventura vivida no alto do morro, mais precisamente na rocha em formato de dedo.


Vítor Hugo e os outros cientistas foram preparados para desvendar o mistério do labirinto; não entendiam o porquê de Arthur ter sido o primeiro a ser escolhido e não ter tido o sucesso esperado.


Chegaram cedinho à grande rocha, mas Troll, o guardião, não estava visível a nenhum deles. De imediato, ficaram preocupados, a não aparição de Troll implicava na reprovação deles para visitarem o local do tesouro do povo de Troll.


Um tempo depois, o guardião apareceu e disse-lhes que havia viajado ao mundo do Anões Mineiros à procura de notícias das mulheres e possíveis outros descendentes de seu povo. Troll juntou algumas informações que julgara positivas, porém precisava retornar ao local porque ali estavam eles, os cientistas do Sítio Arqueológico Arco-íris.


Desta vez, o guardião disse que levaria apenas Vítor Hugo e assim fez. Pegou-o pela mão e o levou à entrada da caverna. Abriu-se o portal e Vítor Hugo entrou. Lá estava um lindo arco-íris e o cientista precisava atravessá-lo. Como Vítor Hugo faria esta travessia? Tudo parecia apenas nuvens coloridas em forma de arco. O medo bateu forte e o arco-íris desapareceu.

Diante dele surgiu agora, uma cozinha antiga, rústica com uma mesa bem grande e várias cadeiras. Vítor Hugo examinou cuidadosamente o local e visualizou que diante de cada cadeira havia pratos, talheres e uma panelinha de ferro coberta, sinal de que havia comida, pensou o cientista.


O convidado sentou à mesa e descobriu a primeira panela. Um cheiro bom inundou o ambiente. Vítor Hugo pegou a colher, meteu-a na panela e trouxe-a cheia de minhocas que pareciam vivas, pois se mexiam e chegaram a cair sobre a mesa. A repulsa foi imediata.

O cientista passou agora para a segunda cadeira e tudo aconteceu do mesmo jeito, a princípio, o cheiro bom e convidativo e em seguida, a degustação de baratas, a alho e óleo. Vítor Hugo vomitou de imediato. Neste momento, Troll surgiu na cabeceira da mesa e destampou a panela que estava a sua frente. Não havia cheiro, mas de lá saiu uma luz amarelada e forte e o guardião desapareceu sem nada falar.


Vítor Hugo estava de volta. Um turbilhão de perguntas passava por sua cabeça: Como ele poderia passar por tão duras provas? O que Troll realmente queria? Como iriam desvendar o mistério?


Sentados ao redor da fogueira, passamos a conversar sobre as aventuras vividas naquele dia. Em seguida, fomos para nossas cabanas, mas a coruja naquela noite estava piando demais, deixando-nos atordoados.


Edna Mendes

Para Vítor Hugo Souza Araújo

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2020 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe