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Aracaju, Sergipe

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Archimedes Marques - A polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso

16/07/2019

Archimedes Marques

Nasceu na cidade de Belo Horizonte, nas Minas Gerais, em 24 de novembro de 1956, mas, desde a mais tenra idade, aos poucos meses de vida que vive em Aracaju, a sua verdadeira terra amada, inclusive com títulos Honorários de cidadão Aracajuano e também Sergipe, ofertados pelas respectivas Casas Legislativas do Município e Estado de Sergipe. Do seu dom natural também se dedicou às artes plásticas realizando diversas exposições de grande sucesso em Aracaju, desde a década de 80.  Escritor de artigos diversos nas áreas policiais, históricas e afins em sites e jornais escritos espalhados pelos quatro cantos do Brasil e além fronteiras, com vários textos publicados em livros. Também sonhava em escrever livros individuais. LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, foi a sua primeira obra literária, um livro contestação, uma obra que desmontou pedra por pedra o indigesto livro LAMPIÃO O MATA SETE. O segundo livro, na verdade trata-se de uma coleção composta por cinco volumes, dos quais já foram publicados dois: LAMPIÃO E O CANGAÇO NA HISTORIIOGRAFIA DE SERGIPE é o seu título. Desde criança sonhava ser Delegado de Polícia e atingiu o seu objetivo com muito esforço e dedicação, aprovado no primeiro concurso realizado em Sergipe. Formado em Direito pela Universidade Tiradentes. Dentro da sua área policial possui o curso de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Segurança Pública, pela Universidade Federal de Sergipe. Dentro da sua profissão policial além de ter sido titular em quase todas as delegacias de Aracaju, exerceu os seguintes cargos de Direção da Polícia Civil de Sergipe: Diretor do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais), Diretor da COPCAL (Coordenadoria de Policia Civil da Capital), Diretor da COPCIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior) e Corregedor-Geral da Polícia Civil de Sergipe (por duas vezes). 
 

 

 

 

A polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso

 

 

A Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Idoso representa uma mudança significativa no sistema protetivo dessa vulnerável camada social, contudo, apesar de contar com mais de dezesseis anos em vigor continua sendo pouco divulgada e não muito respeitada por parte considerada da população brasileira. 

 

 É obrigação da família, da sociedade e do poder público, zelar e assegurar com absoluta prioridade o efetivo direito à vida do idoso, assim como a sua saúde, alimentação, educação, cultura, cidadania, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade, respeito e a convivência familiar e comunitária, além da prioridade no atendimento público e privado. 


Apesar desses direitos e garantias constituídos, do rigor penal do Estatuto do Idoso e do próprio Código Penal que complementa as diversas punições para os seus transgressores, essa classe social continua sendo desrespeitada e vítima dos mais diversos tipos de violência e maus tratos, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima da Lei. 


O idoso é vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas. No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos, netos ou parentes próximos dos idosos, além da prática dos maus tratos físicos e psicológicos, usando de artifícios e fraudes, de posse de procurações ardilosas passam a administrar os seus bens e proventos ou realizam empréstimos em nome desses desviando o dinheiro em benefícios próprios. Resta ainda a problemática frequente em que muitos familiares ao saírem de casa, trancam os idosos sozinhos que por vezes estão acamados, em cadeiras de rodas ou seriamente doentes, tratando-os como verdadeiros animais inclusive deixando-os a passar fome ou em situação de higiene totalmente subumanas. 


A Polícia está atenta a qualquer tipo de ocorrência envolvendo o idoso, não só na esfera familiar, como nas ruas, em bancos, transporte coletivo e outros locais públicos, entretanto precisa ainda mais da ajuda de toda a população para tomar conhecimento de tais ilícitos. 


Assim, os olhos do povo têm que ser a extensão dos olhos da Polícia. Deve, cada vez mais, a população por uma questão de Justiça e respeito, abandonar a postura passiva frente a tal problemática tomando para si o sofrimento e maus tratos que ainda se praticam contra essa classe social, agindo com mais sensibilidade, consciência, para denunciar com mais frequência as diversas ilicitudes pelas quais passam os nossos idosos que por vezes preferem calar e até desmentir as suas próprias dores para não prejudicar outras pessoas. Espoliados, vilipendiados e humilhados, na condição de dependência daqueles com quem vive, ou sobrevive, muitos idosos recuam e omitem informações por medo, resquícios de amor para com seus familiares, falta de amor a sua própria vida, ou até mesmo por impossibilidade absoluta de fazê-lo como é o caso dos idosos prostrados em leito sendo maltratados ou aqueles deficientes mentais e certos deficientes físicos mantidos em família como espécie de cárcere privado. 


Todas as Polícias podem receber as denúncias das ilicitudes praticadas contra os idosos para as primeiras providencias, entretanto, para cumprimento e iniciação dos procedimentos investigativos criminais, temos nas principais cidades do país as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, e quando não, as Delegacias de Polícia comuns que dão conhecimento dos fatos devidamente apurados ao Judiciário para punição aos transgressores. As denúncias também podem ser feitas para o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Conselhos Estaduais ou Conselho Nacional do Idoso, Igrejas, Associações de classes inerentes ou para os diversos órgãos municipais que realizam o trabalho social, que por certo endereçarão o problema para a Polícia Judiciária iniciar a investigação pertinente. 


É preciso analisar que todo idoso tem a sua história de vida, experiências diversas e, os seus conselhos e ensinamentos também devem ser mais observados e seguidos. O idoso é antes de tudo um sobrevivente desse mundo tão conturbado, um exemplo para todos. O respeito aos seus direitos é o mínimo que podemos ofertá-los. 


Só uma luta vigilante e permanente das entidades de classe inerentes com mobilizações constantes e ajuda do povo para cobrança de providencias pelo poder público, além da exaltação e amor próprio no âmbito dessa camada social são capazes de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.

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