2019 Domingos Pascoal

Aracaju, Sergipe

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Domingos Pascoal - Acabou a vaga do bom

05/08/2019

Quem quiser se dar bem no mundo atual, tempos de altíssima especialização tecnológica e profissional, deverá estar ciente de que a preparação, o estudo, a cooperação, a moral e a ética serão as suas melhores armas. Querer, aprender, ser honesto e, de fato, saber fazer, representará, nesse momento, a grande ideia que deverá ser perseguida por aqueles que aspiram ao sucesso na vida.

 

 

Em contrapartida, aqueles que se guiarem pela “manha”, pelo “ardil”, pela má vontade, pela desonestidade, pelo engodo, pelo artifício e, sobretudo, pela falta de participação, de esforço e comprometimento, estarão fadados a serem sempre renegados a segundo plano. O mundo atual está de tal forma, seletivo e instrumentalizado, que expurgará para a vala dos comuns aqueles que se aventurarem nas águas turvas do “levar vantagem em tudo”, sem a devida contrapartida do esforço, da preparação e do trabalho. 

 

Não é que o mundo esteja pior do que há dez ou vinte anos. Não. Muito pelo contrário. Está muito melhor. Nunca houve tantas oportunidades como as que temos hoje. É que acabou o espaço para aquele que é apenas “bom” no que faz, aquele que conseguia, até bem pouco tempo, enganar dizendo “xá comigo, eu sou bom nisso, tá comigo, tá com Deus. O papai resolve”. Era, meu amigo, era o bom, e apenas ser bom já resolvia. Hoje não é mais, hoje você tem que ser o “excelente”, o melhor dos melhores. Hoje você sequer participará de uma seleção. Sabe por quê? Por que o mundo está cheio de “excelentes”. Então por que contratar um bom, se eu posso com os mesmos custos contratar o excelente? Acabou a vaga do bom.

 

Neste momento, estamos, com absoluta certeza, muito à frente, no que se refere a oportunidades de aprender. Ninguém hoje, por pior que sejam as condições, pode dizer que não há possibilidades favoráveis à preparação para um futuro melhor. O que, infelizmente, ainda há é muito “desânimo” (autoestima baixa) e “preguiça” (falta de fé e comprometimento com a vida).

Temos escola para tudo e para todos. Temos ensino fundamental, técnico e superior à vontade ou a distância de um clique, com as EaDs. Os cursos preparatórios, técnicos, as faculdades e universidades proliferaram-se de tal modo que não há mais justificativas para os comodistas argumentos como justificativa, alegando que: não estudei porque os políticos não ajudaram, porque nasci na cidade tal, por que choveu ou por que o Papa não quis... Arranje a alegação que quiser. Mas ela não justificará a sua desídia. No futuro, não jogue a culpa em alguém, com os meios de comunicação que temos, todos eles advertindo durante horas a fio de que há a possibilidade, com certeza não sobrará tempo para “chorumelas” nem “choramingas”.

 

Convenhamos, ressalvadas raríssimas exceções, sobretudo considerando a extensão do nosso país de proporções continentais, em alguns lugares perdidos nos mais longínquos rincões deste “interiorzão” de meu Deus, de fato a demanda ainda não é satisfatoriamente atendida. Disso sabemos, todavia, sabemos também que não são muitos esses lugares. Sabemos também, é claro, que o nosso sistema ainda não é o ideal, temos de melhorar muito a qualidade e aumentar a quantidade de nossas escolas. Isso é também outra verdade, todos nós concordamos.

 

No entanto, tornou-se mais urgente ainda entendermos que todos nós: pais, professores, famílias e sociedade, atentem para o fato de que temos obrigações de colocar nas cabeças de nossos filhos/estudantes que eles são capazes, que eles podem, o que é possível, que o esforço vale a pena, que, se persistirem, conseguirão.

 

É necessário que aprendamos a validar mais as iniciativas e penalizar menos o que chamamos de erros da criançada, para que cresçam acreditando neles próprios. É imperioso que os incentivemos mais a fazerem o certo da primeira vez.

 

É urgente que aprendamos a lidar com a alta estima da garotada para que ela cresça cultivando atitudes de vencedores, e não de perdedores. Para que tenham disposição e consciência de que devem fazer o melhor – os seus melhores. É necessário que eles acreditem que haverá um futuro, um bom futuro para aqueles que derem um pouquinho a mais de si próprio para conseguir alcançar seus objetivos. Que seja um emprego ou negócio.

 

O futuro está aí batendo na nossa porta a cada amanhecer, e ele será sempre melhor para aqueles que construírem no hoje, no aqui e agora, o seu “presente” para o amanhã.

 

PENSE NISSO!

 

Publicado em: ANovaRevista

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