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Hélio Feijão - Francisco Paulo Monteiro, verdadeiro imortal

07/08/2019

No dia 29 de julho de 2019, faleceu em Salvador no Estado da Bahia o poeta, escritor e acadêmico, ocupante da cadeira nº 13 da AGL – Academia Groairense de Letras, o Professor Francisco Paulo Monteiro, denominado carinhosamente por seus conterrâneos groairenses como “Pimpão”. O saudoso extinto era irmão da Desembargadora Maria das Graças Monteiro, esposa do Doutor Domingos Pascoal de Melo, também membros da AGL, este último, presidente de honra da agremiação.

 

Francisco Paulo, Paulo Monteiro ou Pimpão, como era chamado, além de profundo conhecedor da língua portuguesa, possuía incrível habilidade em escrever crônicas e poesias, sempre em tom bem humorado, sua característica peculiar, o que certamente lhe proporcionou o carinhoso apelido de “Pimpão”, cujo termo de acordo com o dicionário Aurélio, quer dizer “fanfarrão”, “engalanado, festivo”.

 

Amante da língua portuguesa, da qual era profundo conhecedor, brincava com as palavras colocando-as onde bem entendia com arte, beleza e habilidade. Três momentos em sua curta trajetória na AGL, marcam a simplicidade e seu bom humor: o primeiro na reunião preparatória, no dia anterior à solenidade de posse dos acadêmicos, ocorrida na Escola Mons. Linhares em Groaíras, quando os futuros acadêmicos faziam pequena apresentação. Na sua fala disse que sua principal identidade em Groaíras, era ser irmão do Liduino Monteiro, que ali reside; o segundo, no dia seguinte no mesmo colégio, já na posse, ocorrida no dia 4 de outubro de 2017, em que escolheu como seu patrono, outro irmão, José Lusmar Monteiro; o terceiro e último também na solenidade de posse, ocasião em que proferiu brilhante discurso, brindou a todos com uma crônica de sua autoria, propícia ao momento da agremiação literária que nascia.

 

Para Michel de Montaigne em seus Ensaios, uma de suas grandes obras, a expressão "morrer" vai muito além de seu sentido comum. Para ele, há duas formas de se deparar com a morte: pelo estudo e pela contemplação. "Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade" (Ensaios, XX: Filosofar é aprender a morrer). Pimpão sempre estava preparado para qualquer adversidade, como homem corajoso e inteligente que era. Tinha para tudo uma saída pronta, por isso foi convidado por Deus para ajuda-Lo mais cedo, ficando na terra imortalizado pela cultura que transmitiu a seus pupilos, as boas ações que praticou e a lembrança eterna entre seus confrades e confreiras, amigos e familiares. Recorro mais uma vez ao respeitado dicionário Aurélio, que ensina-nos: imortal - adjetivo de dois gêneros: que não morre; eterno, imorredouro; que será sempre lembrado. Substantivo de dois gêneros: aquele ou aquilo que não morre. É assim nosso querido confrade Pimpão.

 

Raul Hélio Feijão

05.08.2019

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