2019 Domingos Pascoal

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Discurso do acadêmico Raul Hélio Feijão na sessão necrológica do acadêmico Francisco Paulo Monteiro na AGL – Academia Groairense de Letras

26/08/2019

Ilma. Senhora Presidenta da Academia Groairense de Letras, Professora Édna Maria Mendes Rodrigues, Ilmo. Professor Domingos Pascoal, Presidente de Honra da AGL,  caríssimos confrades e confreiras, digníssima família do saudoso Confrade Francisco Paulo Monteiro, autoridades e convidados aqui presentes, estudantes, minhas senhoras e meus senhores. Nesta sessão a Academia Groairense de Letras presta reverência necrológica ao seu imortal membro fundador, Francisco Paulo Monteiro, nosso querido “Pimpão”, ocupante da Cadeira de nº 13, que tem como patrono seu irmão José Lusmar Monteiro que nos deixou recentemente. O fino e requintado talento para as letras de Paulo Monteiro ficou evidenciado pelas poesias e obras que escrevia. Lembro-me com saudades e muita satisfação, de quando esteve conosco por ocasião da posse dos acadêmicos em que proferiu brilhante discurso e nos brindou com uma crônica de sua autoria, propícia ao momento da agremiação literária que nascia naquele dia. A dedicação e a importância dispensadas, mesmo distante, por força de seus compromissos profissionais e familiares à nossa agremiação, assim como a profundidade de suas poesias e textos produzidos, podem muito bem ser aquilatadas nas palavras e declarações de seus confrades e confreiras proferidas na ocasião em que tomaram conhecimento de sua partida. Deparar-se com a morte, seja ao refletir sobre a nossa própria finitude, seja ao sofrer a perda de alguém querido, é sempre uma experiência difícil. Felizmente, a vida nos consola e nos dá esperança de várias maneiras. A Bíblia traz uma perspectiva de esperança, que aponta que a morte não é o ponto final de nossa vida, conforme vemos na seguinte passagem: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.” (João 11:25-26).

Ninguém morre após viver intensamente feliz e com alegria, como fazia o saudoso confrade, transformando as dificuldades em oportunidade para fazer um mundo melhor, construindo amizade e realizando o bem. Sabia como ninguém a arte de construir amizades. Vários versículos bíblicos celebram ou mostram a importância de se ter por perto amigos. Eles podem às vezes ser mais chegados do que mesmo um irmão de sangue, podem ajudar nos momentos de decisões importantes e auxiliar nas horas ruins e nas boas também. Reafirmo outra vez: nosso querido Pimpão sabia construir com muita sabedoria boas amizades e novamente recorro à bíblia: “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade.” (Provérbios 17:17). Para Pimpão a morte foi, é e sempre será, personagem secundária, coadjuvante, jamais protagonista.

Outro ponto fundamental para uma vida feliz e harmoniosa é a família. É através dela que aprendemos os primeiros valores que nos seguirão por toda a vida. São as noções de como nos relacionaremos em sociedade, a percepção do mundo em que vivemos e a instrução pelo caminho em que possivelmente seguiremos. Sagrada, a família é o nosso porto seguro, onde encontramos o apoio necessário para os momentos de dificuldade e alegria da partilha diária. Paulo Monteiro sabia como ninguém o quão é importante esta instituição e ao longo de sua existência desfrutou a vida com a família que construiu, fazendo de seus pupilos, extensão desta, sempre com o intuito de torna-la ainda maior, sendo essa é a sua recompensa na vida, pelo seu árduo trabalho como mestre desde sua adolescência.

Senhora Presidenta, familiares do saudoso Pimpão, autoridades e convidados presentes, confrades e confreiras, nesta digna Casa da Cultura groairense: a alegria e o amor à natureza expressadas nas crônicas e poesias, de nosso Pimpão, jamais serão esquecidas. À sua memória, rendo aqui minha justa e sincera homenagem. 

Finalizando as minhas palavras, gostaria de pedir permissão para recitar uma poesia que traduz todo o meu pensamento neste momento, cujo título é “Professor no céu”.

 

PROFESSOR NO CÉU

 

Feliz sempre fui.

Alegria transmiti por onde passei.

Posso entristecer-me, se tristes estiverem os que me amam.

Tenho certeza, assim como me chamo Paulo Monteiro, Chico Paulo e Pimpão.

Saudades de meus pupilos, familiares, amigos e confrades sinto agora.

Ao mesmo tempo gosto muito de minha nova missão, para qual fui chamado:

Ensinar aos que já são felizes e alegres.

Continuo, pois, meu magistério, neste novo estabelecimento, 

Onde o céu é a universidade, os anjos e santos são pupilos e Reitor, Deus Todo Poderoso.

 

Meu muito obrigado.

 

Raul Hélio Feijão

Acadêmico efetivo - Cadeira nº 25

Vice-Presidente da AGL

24/08/2019

 

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