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Bienal do Livro de Maceió, a difícil arte de livros - Parte IV - Por Antônio Saracura

21/11/2019

Nas bienais, as pessoas querem conversar com os escritores locais, os que cotam as aventuras de sua gente, mas não os acham em canto nenhum, estão escondidos atrás dos postes ou nas quinas das esquinas fugindo dos fiscais de rua. Alguns deles disfarçam-se em vendilhões furtivos, clandestinos, correm o risco serem defenestrados. A maior parte assiste a festa com o coração partido: ”bem que meus livros poderiam estar desfilando aqui”.

 
Eu estou entre estes alguns e tenho a impressão de que sou o único nas bienais de São Paulo, Maceió, Fortaleza, as quais frequento. Nessa Bienal do Livro de Maceió eu vendi (ou doei ou troquei) mais livros do que esperei. Circulei pela Sá e Albuquerque e seus equipamentos, mas não encontrei outro escritor garimpando leitor como eu fiz. As pessoas (quase todas) vão à Bienal e gostariam de levar pra casa um livro pelo menos. Muitas saem decepcionadas porque nenhum escritor sequer estendeu-lhes a mão ou sorriu-lhes oferecendo um livro. 


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A Bienal do livro de Itabaiana talvez seja a única no Brasil que reserva espaço nobre ao escritor independente, aquele que publica e que se dispõe a estar presente de corpo em alma. Na última edição (a quinta, ocorrida entre 11 a 15 de setembro do ano em curso) 250 escritores se inscreveram e divulgaram seus livros o tempo todo, sem pagar nada. A praça dos Escritores (como é denominado o espaço do autor independente) foi o coração da Bienal e atraiu leitores que vitaminaram as vendas em todos os demais segmentos.  A pequena renúncia de receita foi recompensada mil vezes mais.

 
Antônio Saracura

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